Datafolha: Lula tem 48% e Flávio Bolsonaro 43% em cenário de segundo turno para a Presidência
Nova pesquisa mostra presidente à frente do senador do PL; vantagem fica fora da margem de erro de dois pontos percentuais. Por Reginaldo Bezerra. 25 de julho de 2026 | Atualizado às 18h23
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 43%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24). O levantamento indica uma vantagem de cinco pontos percentuais para Lula, superior à margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
Vantagem permanece estável
Na comparação com o levantamento realizado em junho, Lula oscilou de 47% para 48%, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 43%. A mudança mantém o cenário de estabilidade, mas amplia ligeiramente a distância entre os dois pré-candidatos, consolidando uma vantagem numericamente fora da margem de erro.
Cenário de primeiro turno
O Datafolha também simulou o primeiro turno da disputa presidencial. Nesse cenário, Lula aparece com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Os demais pré-candidatos aparecem bem atrás:
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Romeu Zema (Novo): 3%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Augusto Cury (Avante): 2%
- Outros candidatos: 1% cada.
Pesquisa ouviu mais de dois mil eleitores
O levantamento foi realizado entre 22 e 24 de julho, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais, distribuídos por 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.
Contexto político
A pesquisa foi divulgada em um momento de intensa movimentação política. Nas últimas semanas, o debate nacional foi marcado por discussões sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e pela troca de acusações entre governo e oposição sobre os impactos diplomáticos e econômicos da medida.
Apesar do ambiente político acirrado, os números indicam que, até o momento, esses acontecimentos não provocaram mudanças significativas nas intenções de voto em relação ao levantamento anterior.