Iza Arruda reforça defesa de direitos das mulheres e cobra atenção humanizada na saúde

Deputada federal de Pernambuco destaca planejamento familiar, acolhimento a vítimas de violência e participação de fisioterapeutas na assistência ao parto. Por Reginaldo Bezerra. 21 de setembro de 2026 | Atualizado às 20h38

Iza Arruda reforça defesa de direitos das mulheres e cobra atenção humanizada na saúde

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A deputada federal Iza Arruda (MDB-PE) voltou a abordar, em publicação nas redes sociais, temas relacionados à saúde, à proteção e aos direitos das mulheres. Na mensagem, a parlamentar defendeu acesso ao planejamento familiar, acolhimento às vítimas de violência e ampliação das equipes de assistência ao parto, com a inclusão de fisioterapeutas. A discussão coloca em evidência um desafio que vai além do discurso político: transformar direitos previstos e defendidos publicamente em atendimento efetivamente acessível e humanizado.

Direito precisa chegar à ponta

Na publicação, Iza afirma que toda mulher deve ter condições de tomar decisões sobre a própria vida e o próprio corpo com informação, proteção e respeito. A deputada também relaciona sua atuação no Congresso a três frentes: planejamento familiar, atendimento às vítimas de violência e assistência durante o parto. Confira na íntegra a publicação da deputada Iza Arruda por meio do seguinte link.

A posição encontra respaldo em iniciativas parlamentares anteriores. Em 2023, Iza Arruda solicitou audiência pública na Câmara para discutir planejamento familiar e acesso a métodos contraceptivos.

O ponto central, porém, está na distância entre a formulação das políticas e a realidade enfrentada pelas mulheres nos serviços de saúde.

Assistência ao parto

A inclusão de fisioterapeutas nas equipes de assistência ao parto também aparece como uma das pautas defendidas pela parlamentar.

Durante audiência pública realizada pela Câmara, Iza Arruda defendeu a presença desses profissionais nas salas de parto e citou possíveis benefícios relacionados à assistência durante o trabalho de parto. O debate contou com representantes do Ministério da Saúde e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

A parlamentar também é autora do PL 2.221/2023, relacionado à criação de salas de acolhimento no SUS para mulheres vítimas de violência. A proposta foi aprovada pela Câmara e encaminhada ao Senado, segundo registro institucional do Legislativo.

O desafio da efetividade

Para mulheres do Agreste de Pernambuco, onde o acesso aos serviços de saúde pode envolver deslocamentos entre municípios e diferentes níveis de atendimento, o debate sobre acolhimento, planejamento familiar e assistência qualificada tem dimensão prática.

A afirmação de que atendimento seguro e humanizado é um direito, portanto, coloca uma questão objetiva para o poder público: como garantir que esse direito seja efetivamente percebido pela população na porta de entrada do sistema de saúde?

A resposta depende não apenas de projetos e discursos, mas também de financiamento, estrutura, profissionais capacitados, organização da rede e fiscalização da execução das políticas públicas.

A publicação de Iza Arruda recoloca essas questões no debate público. O desafio seguinte é acompanhar o que efetivamente avança do Congresso para os serviços de saúde e chega à vida cotidiana das mulheres.