João Campos lidera disputa pelo Governo de Pernambuco com 44%, aponta pesquisa Badra
Levantamento mostra cenário polarizado entre o ex-prefeito do Recife e a governadora Raquel Lyra; diferença está dentro da margem de erro. Por Redação Paranatama News 10 de junho de 2026 | Atualizado às 14h33
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A corrida pelo Governo de Pernambuco em 2026 segue marcada pela polarização entre os dois principais nomes da política estadual. Pesquisa divulgada pelo Instituto Badra aponta o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), na liderança das intenções de voto, com 44,2%, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece logo atrás, com 41,1%.
O levantamento revela uma disputa acirrada entre os dois pré-candidatos, que concentram a maior parte das preferências do eleitorado pernambucano. Os demais nomes avaliados aparecem em patamares significativamente inferiores, reforçando o cenário de forte bipolarização política no estado.
Cenário estimulado mostra disputa equilibrada
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, João Campos alcança 44,2% das intenções de voto. Em seguida aparece Raquel Lyra, com 41,1%.
Os demais concorrentes registrados no levantamento somam percentuais mais modestos. Anderson Ferreira registra 6%, enquanto Ivan Moraes aparece com 0,8%.
Os números indicam que a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas tende a ficar concentrada entre os dois principais grupos políticos de Pernambuco, repetindo um movimento observado em levantamentos anteriores realizados por outros institutos.
João Campos também lidera na pesquisa espontânea
O estudo também avaliou o cenário espontâneo, modalidade em que os entrevistados respondem sem receber uma lista prévia de candidatos.
Nesse recorte, João Campos aparece com 29,3% das citações, enquanto Raquel Lyra registra 22,7%.
O percentual de eleitores indecisos ou que não souberam responder permanece relevante, mas os números indicam que ambos já possuem forte presença no imaginário político do estado, mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral.
Eleitorado demonstra decisão consolidada
Outro dado que chama atenção na pesquisa é o nível de consolidação das preferências eleitorais.
Segundo o levantamento, mais de 70% dos entrevistados que já escolheram um candidato afirmam que a decisão está definida e dificilmente será alterada até o período eleitoral.
O resultado sugere que os dois principais grupos políticos já contam com bases eleitorais relativamente consolidadas, tornando a disputa mais dependente da conquista de indecisos e da capacidade de mobilização durante a campanha.
Rejeição apresenta equilíbrio entre os favoritos
A pesquisa também mediu os índices de rejeição dos possíveis candidatos.
Anderson Ferreira aparece com o maior percentual de rejeição. Já entre os dois favoritos, o cenário é praticamente de empate.
João Campos registra 22,8% de rejeição, enquanto Raquel Lyra soma 22,7%, demonstrando que ambos enfrentam níveis semelhantes de resistência entre os eleitores pernambucanos.
Para analistas políticos, esse equilíbrio pode influenciar diretamente o comportamento do eleitorado nos próximos meses, especialmente diante do alto grau de conhecimento público dos dois nomes.
Pernambuco caminha para uma das disputas mais acirradas do país
A nova pesquisa reforça uma tendência observada ao longo dos últimos meses: Pernambuco deverá protagonizar uma das eleições estaduais mais competitivas do Brasil em 2026.
De um lado, João Campos busca capitalizar sua popularidade construída à frente da Prefeitura do Recife e sua projeção nacional dentro do PSB. Do outro, Raquel Lyra aposta no peso da máquina estadual, na aprovação de sua gestão e na execução de obras e programas em diversas regiões pernambucanas.
Com a diferença entre os dois candidatos dentro da margem de erro do levantamento, o cenário permanece aberto e sujeito a mudanças nos próximos meses.
A pesquisa Badra ouviu 1.500 eleitores entre os dias 2 e 6 de junho, em 13 municípios pernambucanos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).