Militantes de Raquel Lyra e João Campos entram em confronto antes de debate em Caruaru

Duas mulheres foram detidas após troca de agressões físicas nas proximidades do Centro de Convenções do Senac; Polícia Civil investiga o caso. Por Reginaldo Bezerra. 19 de setembro de 2026 | Atualizado às 11h18

Militantes de Raquel Lyra e João Campos entram em confronto antes de debate em Caruaru

Imagem | Frame de Vídeo com edição de IA | Ilustração

Apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) entraram em confronto físico na noite de quinta-feira (17), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A briga ocorreu nas proximidades do Centro de Convenções do Senac, onde seria realizado um debate entre candidatos ao Governo de Pernambuco.

Confronto antes do debate

Segundo informações divulgadas pela imprensa, os grupos trocaram socos e chutes antes do início do evento. A Polícia Militar foi acionada e separou os envolvidos, utilizando cones para organizar o acesso ao prédio.

Duas mulheres apontadas como participantes da confusão foram detidas e conduzidas a uma delegacia. Não houve registro de feridos, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.

Um vídeo registrado no local mostrou parte da confusão. De acordo com relato de uma testemunha ouvido pela Folha de S.Paulo, provocações e a presença de militantes de cidades diferentes teriam contribuído para o aumento da tensão. Essa versão, entretanto, integra os relatos sobre o episódio e não estabelece, por si só, a responsabilidade individual pelos atos.

Campanhas lamentam episódio

As campanhas de Raquel Lyra e João Campos manifestaram repúdio à violência e lamentaram o confronto.

A campanha da governadora afirmou que “não há lugar para violência na disputa política” e declarou que a eleição deve ser conduzida com respeito nas ruas e decidida pelo voto.

Já a coligação de João Campos informou ter recebido registros que, segundo a própria campanha, indicariam o uso de pedras por pessoas uniformizadas com as cores de outra candidatura. A coligação afirmou ainda que as providências necessárias estavam sendo adotadas. A alegação foi apresentada pela campanha e não deve ser tratada como fato comprovado sem conclusão da investigação.

Polícia Civil investiga

A Polícia Civil de Pernambuco informou que o caso está sendo investigado e que diligências foram iniciadas para esclarecer as circunstâncias do confronto.

O episódio ocorreu pouco antes do debate que reuniu Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes (PSOL). Durante o encontro, Ivan Moraes fez referência à confusão ocorrida do lado de fora e criticou o envolvimento de militantes em agressões físicas.

O confronto acrescentou um episódio de tensão à campanha eleitoral em Pernambuco, mas a identificação de responsabilidades individuais dependerá da apuração das autoridades.