Paranatama teve proposta habilitada no Minha Casa, Minha Vida Rural, mas ficou fora da seleção por falta de vagas, esclarece Ministério das Cidades

Resposta oficial enviada ao Paranatama News informa que o município apresentou proposta enquadrada no processo seletivo, porém a alta concorrência e o esgotamento da cota destinada a Pernambuco impediram a seleção. Ministério avalia manter propostas para uma futura seleção. Por Reginaldo Bezerra. 06 de agosto de 2026 | Atualizado às 12h01

Paranatama teve proposta habilitada no Minha Casa, Minha Vida Rural, mas ficou fora da seleção por falta de vagas, esclarece Ministério das Cidades

Imagem | Foto acervo do portal

O Ministério das Cidades confirmou que o município de Paranatama teve proposta enquadrada na seleção 2025/2026 do Programa Minha Casa, Minha Vida Rural, mas não foi contemplado porque a meta de unidades habitacionais destinada ao estado de Pernambuco foi totalmente preenchida diante da elevada demanda. A informação consta em resposta oficial encaminhada ao Paranatama News por meio da Plataforma Fala.BR, em atendimento a pedido de esclarecimento sobre o resultado da seleção.

Município participou da seleção

A resposta da Ouvidoria do Ministério das Cidades esclarece um dos principais questionamentos levantados após a divulgação da lista oficial dos municípios contemplados pelo programa.

Segundo o documento, Paranatama apresentou propostas que atenderam aos critérios técnicos do processo seletivo, ou seja, elas foram enquadradas na seleção. Entretanto, nenhuma delas foi escolhida para contratação, pois o limite de unidades habitacionais reservado para Pernambuco foi atingido antes que o município pudesse ser contemplado.

Pernambuco registrou demanda muito acima da capacidade do programa

De acordo com o Ministério das Cidades, a seleção seguiu as regras estabelecidas pela Portaria MCID nº 1.161/2025, que definiu a distribuição das unidades habitacionais entre os estados, além dos critérios técnicos utilizados na classificação das propostas.

Entre os fatores considerados estavam:

  • priorização de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais;
  • municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM);
  • maiores índices de inadequação habitacional;
  • capacidade operacional das entidades organizadoras.

O Ministério também informou que a procura pelo programa foi muito superior à quantidade de moradias disponíveis.

Em Pernambuco, a meta ampliada previa 2.779 unidades habitacionais, enquanto as propostas consideradas aptas ultrapassaram 60 mil unidades, representando uma demanda 2.275% superior à capacidade prevista para o estado.

Critérios limitaram quantidade de moradias por município

Outro aspecto destacado na resposta oficial foi a estratégia adotada para ampliar o número de municípios atendidos.

Segundo o Ministério, houve limitação da quantidade de unidades por município. Nas cidades com até 50 mil habitantes, como Paranatama, o máximo permitido foi de 100 unidades habitacionais por proposta selecionada. Nos municípios maiores, o limite foi de 150 unidades.

A medida teve como objetivo distribuir os recursos entre um número maior de localidades.

Propostas poderão ser aproveitadas em nova seleção

Embora Paranatama não tenha sido contemplado nesta etapa, a resposta oficial traz uma informação considerada relevante para os interessados no programa.

O Ministério das Cidades informou que está avaliando a permanência das propostas enquadradas para eventual aproveitamento em um próximo processo seletivo, indicando que os projetos habilitados poderão continuar sendo considerados caso novas seleções sejam abertas.

O documento, contudo, não estabelece prazo nem confirma a realização de uma nova seleção, apenas informa que essa possibilidade está sendo analisada pelo órgão.

O que significa a resposta para Paranatama

Na prática, o esclarecimento oficial responde a uma das principais dúvidas surgidas após a divulgação do resultado nacional do programa.

A ausência de Paranatama na lista de municípios contemplados não ocorreu porque a proposta foi rejeitada ou desclassificada por irregularidades técnicas. Segundo o Ministério das Cidades, o município possuía propostas enquadradas, mas acabou ficando fora da seleção em razão da elevada concorrência e do esgotamento da quantidade de unidades habitacionais destinada ao estado de Pernambuco.

A resposta também indica que o processo permanece aberto à possibilidade de aproveitamento dessas propostas em futuras etapas, caso haja ampliação de metas ou novas seleções pelo Governo Federal.

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