Passagens aéreas podem subir até 25% com reforma tributária, aponta setor

Nova carga tributária sobre o consumo pode encarecer tarifas, reduzir demanda e afetar a aviação regional no Brasil A reforma tributária em discussão no Brasil pode provocar um aumento de até 25% no preço das passagens aéreas, segundo avaliação de representantes do setor. O impacto está relacionado à nova estrutura de impostos sobre o consumo, que deve elevar a carga tributária incidente sobre o transporte aéreo, com reflexos diretos para o consumidor.

Passagens aéreas podem subir até 25% com reforma tributária, aponta setor

Foto: Leandro Chemalle/TheNews2, distribuída pelo Estadão Conteúdo.

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A informação foi divulgada em reportagem do portal CNN Brasil, com base em declarações de executivos da aviação durante o Fórum Brasileiro de Aviação. Na ocasião, líderes do setor alertaram que o modelo proposto pode aumentar significativamente os custos operacionais das companhias, especialmente em um mercado que já enfrenta margens apertadas e alta volatilidade de custos, como combustível e câmbio.

A reforma, aprovada em 2024, prevê a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por um sistema de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual. A estimativa é que a alíquota efetiva alcance cerca de 26,5%. Embora o objetivo do novo modelo seja simplificar o sistema tributário e aumentar a transparência, setores específicos — como o aéreo — avaliam que podem ser mais onerados no curto prazo.

Especialistas apontam que, diante do aumento de custos, as companhias tendem a repassar parte significativa desse impacto ao consumidor. Isso pode resultar não apenas em passagens mais caras, mas também na redução da oferta de voos, sobretudo em rotas regionais e menos rentáveis. Regiões afastadas dos grandes centros urbanos podem ser as mais afetadas, ampliando desafios históricos de conectividade no país.

O cenário preocupa porque o Brasil ainda apresenta baixa penetração do transporte aéreo. Dados do setor indicam que a média nacional é inferior a uma viagem por habitante ao ano, número distante de mercados mais maduros. Com tarifas mais elevadas, o risco é de retração na demanda, o que pode comprometer o crescimento da aviação e impactar setores dependentes, como turismo e negócios.

Diante desse contexto, o governo federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, avalia medidas para mitigar os efeitos da reforma. Entre as alternativas em análise estão incentivos à aviação regional e ajustes na regulamentação para equilibrar a carga tributária do setor. A evolução dessas discussões será determinante para definir o real impacto da reforma no bolso do consumidor e na estrutura do transporte aéreo brasileiro.

Nota de transparência: Esta matéria foi produzida com base em informações originalmente publicadas pelo portal CNN Brasil,

disponível em: CNN BRASIL