Real Time Big Data mostra empate entre João Campos e Raquel Lyra em Pernambuco
Levantamento divulgado em 17 de agosto mostra os dois principais adversários com 43% no primeiro turno e 44% em eventual segundo turno; margem de erro é de dois pontos percentuais. Por Reginaldo Bezerra. 21 de agosto de 2026 | Atualizado às 11h31
Imagem gerada por IA
A disputa pelo Governo de Pernambuco chega a um dos cenários mais equilibrados da corrida eleitoral de 2026. Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 17 de agosto aponta empate entre o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSD) nas principais simulações para a eleição estadual.
No cenário estimulado de primeiro turno, os dois aparecem com 43% das intenções de voto cada um. Em uma eventual disputa de segundo turno, o empate também se repete: 44% para João Campos e 44% para Raquel Lyra. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os resultados indicam uma disputa tecnicamente empatada.
Empate no primeiro turno
Além dos dois principais nomes da disputa, o levantamento mostra Renan Hallais com 3% e Ivan Moraes com 2% no cenário estimulado. Outros candidatos somam 1%, enquanto votos brancos e nulos representam 4%, mesmo percentual dos entrevistados que disseram não saber ou não responder.
No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, João Campos e Raquel Lyra também aparecem empatados, com 21% cada. O dado reforça o equilíbrio identificado pelo instituto tanto nas respostas espontâneas quanto nas simulações estimuladas.
Segundo turno mantém igualdade
Em uma eventual decisão entre os dois adversários, a pesquisa registra 44% para João Campos e 44% para Raquel Lyra. Outros 5% declararam intenção de votar em branco ou nulo, enquanto 7% não souberam ou não responderam.
O resultado mostra que, neste momento, nenhum dos dois candidatos conseguiu abrir vantagem consolidada sobre o adversário. Com a campanha avançando, o comportamento dos eleitores ainda indecisos e a capacidade de cada candidatura de ampliar sua presença fora de suas bases políticas tradicionais podem ser fatores relevantes para a evolução da disputa.
O que diz a pesquisa
O levantamento ouviu 1.600 eleitores em Pernambuco entre os dias 12 e 15 de agosto de 2026, por meio de entrevistas telefônicas e digitais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-06056/2026.
Os números oferecem um retrato do momento da disputa e podem sofrer alterações ao longo da campanha. Pesquisas de intenção de voto medem o cenário no período em que as entrevistas são realizadas e não representam uma previsão definitiva do resultado das urnas.
Disputa entra em fase decisiva
O empate numérico entre o prefeito do Recife e a atual governadora coloca Pernambuco entre os estados com cenário eleitoral mais competitivo em 2026. De um lado, João Campos tenta transformar sua força política e eleitoral em uma candidatura estadual. Do outro, Raquel Lyra busca a reeleição apoiada na estrutura de quem ocupa atualmente o governo.
A igualdade registrada nos dois turnos simulados aumenta o peso de cada movimento político daqui para frente. Alianças, desempenho na campanha, exposição no horário eleitoral, rejeição e capacidade de conquistar eleitores ainda sem decisão definida tendem a ganhar importância em uma disputa marcada, até agora, pelo equilíbrio.